Neste episódio, Ricardo discute a ansiedade na gestão de projetos, um risco sutil, porém generalizado, que prejudica o desempenho. A urgência constante cria culturas orientadas pela pressão, nas quais a clareza se perde e as equipes reagem em vez de pensar. Sob ansiedade, a qualidade das decisões diminui: as pessoas priorizam a velocidade em detrimento do bom senso, evitam conversas difíceis, hesitam em escalar problemas e confundem atividade com progresso real. A sobrecarga também causa cegueira ao risco, com sinais de alerta ignorados e problemas adiados. As organizações frequentemente respondem aumentando o controle por meio de mais reuniões e relatórios, o que apenas intensifica o ciclo. Para lidar com isso, os líderes devem reconhecer a ansiedade como sistêmica, desacelerar as decisões críticas e promover a segurança psicológica para que os problemas venham à tona precocemente. Em última análise, os projetos dependem das pessoas, e a pressão constante leva a resultados piores e reduz o valor e o bem-estar a longo prazo.