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Olá pessoal! Aqui é o Ricardo Vargas e esse é mais um 5 Minutes Podcast. Hoje eu quero falar sobre uma ideia que considero cada vez mais importante no mundo dos projetos. Os projetos para serem sustentáveis, eles precisam ter ritmo. Eles não precisam ter histeria. E eu gosto muito desse conceito porque ele resume um erro comum que vemos na maior parte das empresas. Muita gente acredita que um projeto saudável é aquele que todo mundo está sempre correndo. Reuniões para todos os lados, mensagens, pedidos urgentes. Muita, mas muita pressão, muita mudança de prioridade e uma sensação constante de que tudo precisa ser feito agora. Agora isso, isso não é ritmo, isso é histeria. Ritmo é outra coisa. Ritmo é ter consistência, cadência, capacidade de avançar de forma contínua, com energia, com foco. Histeria é o oposto. Seria quando o projeto vive em um estado permanente de terror. Tudo é emergência, tudo é exceção, tudo vira prioridade máxima. E no final a equipe até parece estar ocupada, mas o projeto não anda da forma como deveria. E esse é um ponto superimportante, porque estar ocupado não significa estar progredindo. Correr o tempo todo não significa chegar mais longe. Na verdade, em muitos casos, isso significa apenas cansar a equipe mais rápido, estourar a equipe mais rápido. Os projetos, para serem sustentáveis, eles precisam respeitar a capacidade das pessoas. Porque os projetos são feitos de gente. E olha, gente cansada, gente estressada decide pior, erra mais. Gente pressionada o tempo todo, começa a trabalhar no modo automático e quando isso acontece, a qualidade cai, colaboração piora, retrabalho aumenta e olha, a motivação simplesmente desaparece. E muitas vezes o líder do projeto nem percebe que está criando esse ambiente. A gente acha que está acelerando. A gente acha que está demonstrando senso de urgência, protegendo o resultado, mas sem perceber, a gente está criando um sistema de exaustão e exaustão e desperdício. Quando tudo é urgente, pessoal, nada é realmente urgente. Essa é uma das maiores armadilhas que eu já vi. Se toda a demanda chega com o mesmo peso, a equipe perde a capacidade de distinguir o que realmente importa. Por isso, um projeto sustentável precisa de escolhas muito claras. O que é prioritário? O que dá para esperar? O que não vai ser feito agora? O que não vai nem ser feito? O que precisa ser revisto? O que está consumindo energia demais e gerando resultado de menos. Sustentabilidade em projetos não é apenas essa questão ambiental. Eu estou falando aqui sobre sustentabilidade da execução. Capacidade de manter o desempenho ao longo do tempo, sem destruir o time, sem destruir tudo no meio do caminho certo, sem criar esse ambiente tóxico em nome da entrega. Gente, vamos lembrar, eu já falei isso um monte de vezes. Projeto não é uma corrida de 100 metros. Projeto é uma prova de resistência. E quando a gente pensa em uma prova de resistência, o jeito de organizar o trabalho é diferente. A gente cria marcos realistas. A gente define prioridades de verdade. A gente protege o foco da equipe, evita interrupções. E nós, para sermos bons líderes desses projetos, a gente não pode colocar todo mundo em um estado permanente de terror. A gente precisa criar um ambiente onde as pessoas conseguem performar bem e de forma consistente. Então, se você está liderando um projeto agora, vale a pena fazer uma pergunta muito simples: O meu time está no ritmo ou o meu time está no modo de terror? No modo de histeria, se ele estiver no ritmo, ótimo. Proteja isso. Não confunda calma com lentidão. Muitas vezes, a calma é exatamente o que permite a alta performance. No final, os projetos sustentáveis não são os mais barulhentos, não são os mais dramáticos. São os que geram o melhor resultado, mantendo a moral da equipe e permitindo que a equipe trabalhe como uma equipe. E essa, para mim, é uma das maiores virtudes da boa gestão. É criar movimento sem caos. Criar energia sem pânico e criar entrega sem histeria. Pense nisso. Eu espero que vocês tenham gostado desse episódio e nos vemos semana que vem com mais um 5 Minutes Podcast. Até lá!