Inteligência Artificial, Infraestrutura e Risco Sistêmico: Por que a Escalabilidade Exige Maturidade em Gerenciamento de Projetos
Este artigo discute a transição da inteligência artificial (IA) de uma narrativa predominantemente tecnológica para um debate de fundamentos: financiamento, infraestrutura, governança e risco sistêmico. A partir de evidências de aceleração de investimentos e adoção, examinamos como a concentração de apostas em IA e a corrida por capacidade computacional podem reduzir graus de liberdade organizacionais, amplificar dependências (chips, cloud, data centers, energia) e elevar a sensibilidade do sistema a mudanças de expectativa. Argumentamos que, em ciclos de escala, a questão central deixa de ser “o que a IA faz” e passa a ser “como a organização governa”, com gates de valor, gestão de risco ao longo do ciclo de vida e disciplina de portfólio. Um estudo de caso com a Oracle ilustra a mudança de perfil de risco quando modelos historicamente asset-light passam a exigir capex elevado e execução contínua. Concluímos que a vantagem competitiva não está em seguir a euforia, mas em construir maturidade estratégica para transformar IA em valor sustentável sob incerteza.